“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1 Coríntios 13:4-7

MONTES CLAROS

Cócoro... cócó...
São cinco da matina.
Sorria! Estou no “CU” da Bahia.
Não me irrite.
Vou sair desta fria.
Nasci aqui, e, lá me criei.
Neste Sertão eu vi, O que lá não sei.
“Num sei inganá”...
Tenho que “disfaçá” !
Num sei calá” ... espero “agüenta” !
“Num sei mintí”...
Vou morrer de rir.
Eu sei sorrir!
Quero dormir.
E, esquecer desse abacaxi.
O do Pentáurea?
Esse já não existe mais...
No Brejo,
Sou sapo.
Em Janaúba,
Nadei no Gurutuba.
No Quem-Quem,
Não vi ninguém.
Em Jequitaí,
Roí um pequi.
Em Nova Esperança, “trupiquei”.
Luzes, câmeras, ação. Eu estava em Patis.
Não posso calar.
É hora de falar.
Vou desabafar
....arroz com pequi,
... feijão com torresmo,
... carne de sol com mandioca.
“Oia só Syó !
Hoje tem arrasta pé.
Do Theo? Não. Do Gil.
Que beleza! É a alta nobreza.
Mas, que pobreza!
A propósito, nesta hora da madrugada,
debaixo da minha janela, gatos se atracam.
A fêmea urra.
O macho sussurra.
Estão em festa!
E, entre urros e sussurros,
a nobreza invade a pobreza.
Tampa a cara, e mostra a bunda.
Afinal de contas a vida é esta.
Tudo acaba na coluna do Caroba, e no Bar do Durães.
Montes Claros do Sertão,
Da poeira e do calorão.


montesclaros

IGREJA DOS MORRINHOS

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