Nasci nesse sertão.
Descendi de um coroné
E, de uma moça de formação,
graduada em odontologia,
que limitou-se às prendas do lar no seu dia-a-dia.
Muito cedo fomos pra capital.
Minhas irmãs e eu aprendemos
a arte do respeito e da boa educação.
Era a vida dando sinal de futuro,
para aquela boa formação.
Tudo era festa e a certeza de seguir na profissão.
Administrar.
Advogar.
Economizar.
Mas a falta de limites do coroné,
desencadeou uma grande confusão.
E, a moça de formação,
não teve reação.
Nada ficou no lugar!
Tudo se desfez!
Guiada pela fé e confiança no coroné
que me vestiu de esperança,
e, me alimentou de ilusão.
Rumei de volta para esse sertão.
Foi ai então que começou o meu calvário.
Muito sol e pouca chuva.
As coisas foram clareando.
Fui vitima da enganação do coroné.
Vich Maria!
Eu tomei muito mé!
Deus teve pena de mim.
Me deu um reizinho,
para alegrar meu coração.
E, foi nessa que agarrei à minha segunda graduação.
Analisar sistemas,
ou simplesmente fazer programa de computação.
De nada deles herdei,
além da grande dor da traição.
Syomara Tereza Dias Rocha
3 comentários:
A vida em poema parece tão fácil e divertida!
http://fali-vendo-me.blogspot.com
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verdade
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